<T->
           Histria ParaTodos
           Histria -- 1a. srie
           Ensino Fundamental

           Conceio Oliveira 

<F->
Impresso Braille em 3 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio, So Paulo, 2006 da editora 
Scipione
<F+>

           Primeira Parte

           Ministrio da Educao
           Instituto Benjamin Constant
           Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro 
           RJ -- Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<P>
          Copyright (C) Maria da 
          Conceio Carneiro Oliveira

          Edio: 
          Solange A. de A. Francisco

          Assessoria pedaggica 
          (colaborao):
          Beatriz Meirelles
          Glaucia Amaral
          Marco Antonio de Oliveira

          ISBN 85-262-5424-3-AL

          Av. Otaviano Alves de 
          Lima, 4400 6 andar e andar 
          intermedirio ala B
          Freguesia do 
          CEP 02909-900 -- 
          So Paulo -- SP
          Caixa Postal 007
          DIVULGAO
          Tel.: (0xx11) 3990-1810

<F->
~,www.scipione.com.br~,
~,scipione@scipione.com.br~,
<F+>
<P>
                               I
<R+>
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
 (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Oliveira, Maria da Conceio Carneiro

     Histria Paratodos: 1a. srie / Maria da Conceio
Carneiro Oliveira. -- So Paulo: Scipione, 2004. --
(Coleo Paratodos)

1. Histria (Ensino fundamental). I. Ttulo. II. 
  Srie.

04-2183           CDD-372`.89

ndice para catlogo sistemtico:
1. Histria: Ensino funda-
  mental 372`.89
<R->
<P>
Maria da Conceio Carneiro 
  Oliveira

  Licenciada e bacharelada em Histria pela Universidade de So Paulo (USP -- SP).
  Mestranda em Histria Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp -- SP).
   professora desde 1984. Lecionou no Ensino Fundamental e Mdio em diversas escolas pblicas e privadas na cidade de So Paulo.
  Trabalhou na rea de formao de educadores. Presta assessoria de contedo e metodologia na rea editorial de ensino de Histria e atua como examinadora e corretora das bancas de vestibulares de Histria da Universidade Estadual de Campinas (SP) e da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo (PUC -- SP).
<P>
                            III
Apresentao

  Estamos vivendo o incio de um novo sculo, caracterizado, entre outras coisas, por grandes transformaes sociais e pela velocidade no acesso s informaes, que circulam pelo mundo em questo de segundos.
  Novas teorias e novos dados sobre o planeta, o universo, a cultura e a vida das pessoas chegam s nossas casas, s escolas, aos computadores quase em tempo real. As crianas recebem essas informaes sem nenhum tipo de filtro, o que demanda dos profissionais da educao uma nova maneira de estabelecer as relaes com seus alunos e com o conhecimento.
  J existe entre os educadores um consenso sobre como educar nesses novos tempos: o de que a escola no pode limitar seu trabalho ao ensino e  transmisso de alguns contedos cientficos construdos pela humanidade ao longo da histria.
   preciso assumir a responsabilidade pela formao tica e moral das futuras geraes, visando  construo da cidadania, de sociedades mais justas e solidrias e de sujeitos autnomos e protagonistas de sua prpria histria.
  Esta coleo de Histria, que ora apresento, est conectada com essas novas demandas educativas e faz isso de maneira sria e competente. Os quatro livros que compem a coleo adotam uma perspectiva na qual os estudantes so atores sociais ativos, que refletem sobre sua histria e a prpria vida. Por meio de narrativas que retratam a vida cotidiana das pessoas e das comunidades, as crianas so levadas a compreender as realidades sociais locais e nacionais e a conhecer as diferentes origens de nossa cultura. So estimuladas a perceber as desigualdades produzidas historicamente, a refletir sobre essas desigualdades 
<P>
                               V
e a questionar as causas de tanta injustia e preconceito em relao a vrios grupos sociais e s pessoas diferentes dos padres adotados por uma minoria socialmente dominante. Todo esse trabalho  desenvolvido por meio de linguagens e referncias bastante prximas s crianas.
  Estou confiante no fato de que os educadores que trabalharem com esta coleo de Histria estaro contribuindo para que seus alunos se tornem pessoas autnomas, crticas e ticas, preparadas para 
<P>
enfrentar os desafios acadmicos e pessoais que o futuro lhes reserva.

<R+>
Ulisses F. Arajo
 Professor da Faculdade de Educao da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
 Pedagogo, Mestre em Educao e Doutor em Psicologia Escolar. Consultor do MEC no *Programa tica e Cidadania -- Construindo valores na sociedade e na escola*.
<R->
<P>
                            VII
<F->
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Conhecendo nosso livro 
  e discutindo algumas 
  regras :::::::::::::::::::: 1
1- Todo mundo tem uma 
  histria e um lugar ::::::: 1
Um pouco da histria 
  da autora ::::::::::::::::: 2
Um Brasil, muitas faces ::: 7
2- Novos amigos ::::::::::: 12
Muitos modos de 
  aprender :::::::::::::::::: 17
Eu tambm tenho uma histria
  e um lugar :::::::::::::::: 26
Pesquisando e aprendendo a 
  histria do meu nome :::::: 26
Para saber mais :::::::::::: 27
3- No custa nada... :::::: 28
Cadeira de balano: 
  "Esta sala  minha!" ::::: 28
Rota de viagem ::::::::::::: 32
<P>
Refletindo e produzindo 
  com Marina ::::::::::::::: 34
Ajudando a criar regras de 
  convivncia ::::::::::::::: 35
Um pouco mais sobre a 
  histria de regras 
  e leis :::::::::::::::::::: 38
 possvel construir 
  a paz? :::::::::::::::::::: 45
Para saber mais :::::::::::: 46

Unidade 2

Somos todos semelhantes, 
  somos todos diferentes :::: 47
1- Quem sou? :::::::::::::: 48
Cadeira de balano: Foto-
  grafando a alma ::::::::::: 48
Rota de viagem ::::::::::::: 51
Refletindo e produzindo
  com Zequinha ::::::::::::: 54
Para saber mais :::::::::::: 56
2- Feliz aniversrio! ::::: 57
Cadeira de balano: Hoje 
   dia de festa na casa 
  de Daniel :::::::::::::::: 57
Rota de viagem ::::::::::::: 63
<P>
                             IX
Refletindo e produzindo 
  com Daniel ::::::::::::::: 65
Meu primeiro documento ::::: 67
Os marcos da minha
  histria :::::::::::::::::: 70
Minha linha do tempo ::::::: 73
Para saber mais :::::::::::: 75

Segunda Parte

3- Famlias! :::::::::::::: 77
Cadeira de balano: 
  Famlia, pra que te
  quero! :::::::::::::::::::: 77
Rota de viagem ::::::::::::: 81
Refletindo e produzindo 
  com Eduarda, Bianca e 
  Tico ::::::::::::::::::::: 84
Direitos da criana e da 
  famlia ::::::::::::::::::: 87
Lugar de criana? :::::::::: 92
Para saber mais :::::::::::: 97

4- Famlias ao longo do
  tempo ::::::::::::::::::::: 98
Cadeira de balano: Um Dia
  das Mes diferente ::::::: 98
Rota de viagem ::::::::::::: 103
Refletindo e produzindo 
  com Eduarda e Bianca :::: 104
Famlias de hoje ::::::::::: 104
Famlias na histria ::::::: 107
Os olhares dos viajantes 
  estrangeiros para a 
  nossa Terra: Debret e 
  Rugendas ::::::::::::::::: 112
Retratos das famlias no 
  Brasil ::::::::::::::::::: 117
Bons frutos :::::::::::::::: 120
Para saber mais :::::::::::: 122

5- Registro, logo 
  existo! ::::::::::::::::::: 123
Cadeira de balano: A 
  histria do meu povo 
  tambm  a sua histria ::: 123
Rota de viagem ::::::::::::: 126
Refletindo e produzindo 
  com Taguat-Mirim ::::::: 129
Fontes do tempo :::::::::::: 131
A lngua  minha ptria :::: 133
Para saber mais :::::::::::: 138
<P>
                             XI
Terceira Parte

Unidade 3

Conhecer, cuidar, orga-
  nizar-se, transformar ::::: 139
1- Escolas de outros 
  tempos :::::::::::::::::::: 140
Cadeira de balano: Uma 
  viagem com Debret :::::::: 140
Rota de viagem ::::::::::::: 148
Refletindo e produzindo 
  com Pedro e Ben :::::::: 149
Aprendendo um pouco sobre
  a educao em nossas
  terras :::::::::::::::::::: 150
Uma marca da liberdade no
  tempo da escravido ::::::: 155
Para saber mais :::::::::::: 159
2- Brincadeiras de rua :::: 160
Cadeira de balano: O av
  que l, rel e desl
  o mundo ::::::::::::::::::: 160
Rota de viagem ::::::::::::: 164
Refletindo e produzindo
  com Bete ::::::::::::::::: 167
<P>
Uma cantiga que virou
  poema ::::::::::::::::::::: 171
Cantigas de roda e de
  convivncia ::::::::::::::: 174
Para saber mais :::::::::::: 175
3- Organizar-se para 
  melhorar o nosso lugar :::: 177
Cadeira de balano: 
  Dim-dom, dim-dom, 
  dim-dom ::::::::::::::::::: 177
Rota de viagem ::::::::::::: 182
Refletindo e produzindo
  com Carol :::::::::::::::: 185
Conhecer para cuidar e
  desfrutar ::::::::::::::::: 185
Minha rua tem histria ::::: 192
Para saber mais :::::::::::: 194
Projeto interdisciplinar: 
  Mos que contam
  Histria ::::::::::::::::: 199

Glossrio :::::::::::::::::: 215

Caminhos *on-line* para
  saber mais :::::::::::::::: 219
<P>
                           XIII
Outras sugestes de leitura
  para saber mais ::::::::::: 223
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::

<R+>
Ateno! O smbolo (**) 
  (asterisco), encontrado aps algumas palavras ou expresses, serve para lembrar que, no final do livro, h um *glossrio*, com os significados de todas elas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Notas de transcrio:

  Nesta obra, as palavras abaixo
enumeradas tm, sempre, estes
sentidos:
<R+>
1 -- Legenda: texto explicativo
  de: foto, gravura, ilustrao,
  mapa, quadro, etc.
 2 -- Ilustrao: figura usada
  para exemplificar ou reforar
  uma idia ou um texto.
<P>
 3 -- Figura: Representao de
  pessoa, animal ou objeto, por
  meio de desenho, gravura, foto-
  grafia, etc.
<R->

  Se voc quiser ler alguma das obras indicadas no item "Para saber mais", apresentado no final de cada captulo deste livro, pea ao professor ou  professora que providencie um exemplar em braille.

<6>
<Thist. paratodos 1a.>
<T+1>
Unidade 1

Conhecendo nosso livro e 
  discutindo algumas regras

<R+>
 Meninos e meninas, muita ateno!
 Novos amigos, neste livro, encontraro, 
 cada um trazendo preciosa lio:  
 Meu Brasil tem tantas faces,
 e a minha como ser? 
  um pas de muitas histrias,
 e a minha quem vai contar?
<R->

<7>
1- Todo mundo tem uma histria 
  e um lugar

  Este  seu primeiro livro de Histria. Ele ser seu companheiro nos estudos que faremos sobre a nossa histria, sobre as histrias das pessoas que vivem e daquelas que viveram em nossa terra, que nasceram aqui, ou vieram de longe e que, de alguma forma, ajudaram a construir o Brasil que temos hoje.
  Voc j pensou que todo mundo tem uma histria e vive em algum lugar? Eu, autora deste livro, por exemplo, vivo na cidade de So Paulo e vou contar um pouquinho da minha histria para voc.

Um pouco da histria da autora

  Vou me apresentar. Meu nome  Maria da Conceio.
  Eu sou brasileira. Meus avs maternos eram baianos, descendentes (**) de europeus. Eu tive quatro avs paternos, mas s convivi com dois deles. Eu explico:  que no conheci meu pai biolgico (**) e fui criada por um pai adotivo (**), que se casou com minha me quando eu tinha cinco anos e me adotou legalmente, dando-me seu sobrenome em minha certido de nascimento. Os pais do meu pai biolgico eram baianos tambm. Minha av biolgica era de origem indgena, mas no sei o nome do seu povo; meu av biolgico era descendente de povos africanos. Eu no os conheci tambm. Meus avs paternos no biolgicos, com quem convivi, eram mineiros e afro-descendentes (**). Meu pai adotivo  paulista e minha me, baiana.

<8>
  Meu nome  de origem crist. Eu o recebi em homenagem  me de Jesus Cristo, tambm denominada pelos catlicos de Nossa Senhora. Maria  o primeiro nome da me de Jesus, e Conceio significa aquela que concebe e, para os catlicos, que gera uma criana de forma imaculada. 

<R+>
_`[Pintura 1: Nossa Senhora, com o Menino Jesus no colo, e dois frades_`]
 Legenda: Virgem Maria, retratada pelo pintor Filippino Lippi antes de 1480. 
<R->
<P>
<R+>
_`[Pintura 2: Nossa Senhora, descala, e uma cobra sob seus ps_`]
 Legenda: Nossa Senhora da Conceio, retratada por Jean Baptiste Debret por volta de 1818.
<R->

  Essas imagens retratam algumas das formas como Nossa Senhora  representada: Virgem Maria, na primeira imagem, e Nossa Senhora da Conceio, na segunda. Imagens com caractersticas semelhantes a essas so muito significativas para os catlicos.

  Responda oralmente:
<R+>
1. Observe as pinturas 1 e 2. Voc j viu imagens parecidas com essas? Onde?
 2. Observe novamente as pinturas 1 e 2 e descreva as semelhanas e diferenas entre elas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<9>
  At a adolescncia, morei em muitas cidades brasileiras.
  Em 1983, eu morava em Cubato. Nesse ano, passei no vestibular e fui para So Paulo estudar Histria na Universidade de So Paulo, conhecida como "USP". Durante o curso universitrio fiz muitos amigos, comecei a trabalhar e acabei adotando a cidade de So Paulo como minha. Aqui nasceu minha filha, e hoje vivemos no bairro do Butant, cujo nome, indgena, significa "terra muito dura".

<R+>
_`[Foto: menina, num parque, com sua bicicleta_`]
 Legenda: Esta  a Marina, minha filha. Na poca em que a foto foi tirada, Marina estava na primeira srie, assim como voc. Todos que nos conhecem acham que somos muito parecidas.
<R->
<P>
  Responda oralmente:
<R+>
3.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 4. E voc, com quem de sua famlia se parece?
<R->

  Alm de autora deste livro, escrevo poemas, contos e crnicas. A partir do primeiro ano da faculdade comecei a lecionar. J trabalhei com educao de adultos, de crianas e adolescentes e com formao de professores.
  Quando fui convidada a escrever este livro, fiquei muito feliz com a oportunidade de retribuir a alegria que tantos estudantes tm me dado ao longo de todos esses anos. Sei que escrev-lo  uma tarefa muito importante e de muita responsabilidade. Procurei elabor-lo com carinho e cuidado para que voc possa aprender bastante com ele durante este ano.
<10>
<P>
Um Brasil, muitas faces

Observe a descrio das fotos:

<R+>
_`[Foto 1: barraco de madeira, construdo sobre as guas, s margens de um rio_`]
 Legenda: Populao ribeirinha. Nhamund (AM), 1996.
    
_`[Foto 2: um grupo de ndios, de mos dadas, formam uma roda_`]
 Legenda: Dana Xavante. Aldeia Pimentel Barbosa (MT), 2001.

_`[Foto 3: dois homens manobram um arado, puxado por animais_`]
 Legenda: Agricultores preparando a terra para o plantio. Gramado (RS), 2003.
<P>
_`[Foto 4: corredores de um *shopping*, enfeitados para o Natal_`]
 Legenda: Vista interna de um Shopping center. Recife (PE), 2001.

_`[Foto 5: duas fileiras de homens, com bastes, uns de frente para os outros_`]
 Legenda: Dana Moambique ou Dana de So Benedito. Lorena (SP), 2000.
<R->

<11>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. O que mais chamou sua ateno na descrio das imagens que voc acabou de ler?
 2. Voc reparou no ttulo da pgina do texto? Em sua opinio, por que demos o ttulo de *Um Brasil, muitas faces* s imagens?
 3. Voc j parou para pensar em como  o pas em que vivemos? E o mundo l fora?
 4. Ser que o nosso pas sempre foi como  hoje? E o mundo?
  Responda por escrito:
 5. Pense um pouco para responder:
 a) O que voc acha que existe de bom em nosso pas que devemos manter? E quais so os problemas que precisam ser resolvidos?
 b) E no mundo todo, o que precisa ser mantido e o que pode ser transformado?

<12>
6. Como e onde podemos encontrar informaes sobre nosso pas?
<R->

  Este livro foi escrito pensando em questes como essas que voc acabou de responder.
  Aprender Histria  conhecer o passado,  estudar as histrias das pessoas e as coisas de outros tempos. Mas por que isso  importante? O que tem a ver com a nossa vida?
  Ns, os historiadores (**), acreditamos que o estudo da Histria nos ajuda a compreender o presente. Conhecer o passado nos auxilia a refletir sobre as nossas prprias atitudes e a entender por que algumas coisas mudam rapidamente, outras mais lentamente e outras parecem nunca mudar.
  Quando descobrimos quem somos, por que vivemos dessa ou daquela maneira, podemos agir com mais conscincia. Nossas atitudes diante dos problemas que nos afetam tambm se tornam diferentes. Podemos nos organizar e lutar por um mundo melhor para todos.
  Para este livro de Histria foram criadas algumas personagens. Elas vo lhe propor desafios e auxili-lo(a) a pensar sobre o lugar onde vive, sobre o nosso pas e sobre o que acontece nele ou no mundo e que de alguma forma afeta nossas vidas. Dessa forma elas ajudaro voc a aprender Histria.
  Com essas personagens voc vai participar de muitas situaes interessantes, aprender e ensinar, se divertir, refletir sobre suas atitudes e pensar em solues para os problemas que nos afetam, vai descobrir que nosso pas e o mundo se transformam e que cada um de ns  muito importante nessa transformao.
  Vamos conhecer esses novos amigos?

               ::::::::::::::::::::::::
<13>
<P>
2- Novos amigos

<R+>
"Amigo  coisa pra se guardar
 no lado esquerdo do peito"

Trecho de *Cano da Amrica*, de Milton Nascimento e Fernando Brant.*
<R->

<R+>
  Responda oralmente
 1. O trecho acima  de uma cano popular. Voc conhece essa cano? 
 2. O que h "no lado esquerdo do peito"?
 3. Segundo os compositores dessa cano, devemos guardar os amigos "no lado esquerdo do peito". Voc concorda? Por qu?
 4. Onde voc acha que devem ser guardados os seus amigos? Escreva.
<R->

<14>
  Agora, voc conhecer novos amigos. Eles se parecem com muitas crianas que vivem no Brasil. Observe a descrio dos lugares 
<P>
onde eles vivem e as informaes de cada um.

<R+>
_`[Foto 1: o mar e algumas ilhas_`]
 Legenda: Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, 2004.
<R->

  Sou um guarani-mby. Meu nome  Taguat-Mirim. Moro na aldeia Tekoa Sapukai, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Estudo na aldeia e estou na primeira srie.

<15>
<R+>
_`[Foto 2: uma praia e uma avenida  beira-mar, com edifcios de apartamentos_`] 
 Legenda: Recife, capital do estado de Pernambuco, 2002.
<R->

  Sou de Pernambuco, estado que fica no Nordeste do Brasil. Meu nome  Maria Eduarda, mas s minha famlia me chama assim; meus amigos me chamam de Duda. Minha melhor amiga  a Bianca. Eu adoro Recife, minha cidade. Estudo num colgio de freiras. Estou na primeira srie.

<16>
<R+>
_`[Foto 3: uma praa, com canteiros floridos_`]
 Legenda: Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, 1997.
<R->

  Sou o Francisco, mas todos me chamam de Tico. Vivo nas ruas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e trabalho engraxando sapatos, cuidando de carros e em outras coisas. H tempos procuro o meu irmo, Joaquim, que sumiu sem deixar rastros.

<17>
<R+>
_`[Foto 4: uma praa, com um lago e um coreto_`]
 Legenda: Belm, capital do estado do Par, 2003.
<R->

  Sou o Jos e meu apelido  Zequinha. Moro em Icoaraci, que fica na cidade de Belm, no Par. Estudo na terceira srie e 
<P>
gosto muito de fazer artesanato. Meu melhor amigo  o Digo.

<18>
<R+>
_`[Foto 5: uma cachoeira_`]
 Legenda: Foz do Iguau, no estado do Paran, 1997.
<R->

  Sou a Elisabete, mas pode me chamar de Bete. Moro em Foz do Iguau, no Paran, e estou na primeira srie. Moro com o meu av, de quem eu gosto muito.

<19>
<R+>
_`[Foto 6: uma cidade, com muitos edifcios e poucas casas_`]
 Legenda: So Paulo, capital do estado de So Paulo, 1999.
<R->

_`[Carol usa cadeira de rodas_`]

  Sou a Carol. Moro na cidade de So Paulo, no bairro Rio Pequeno. Estou na terceira srie e minha melhor amiga  a Tina. Eu adoro videogame e sempre ganho do meu irmo Leandro.

<20>
<R+>
_`[Foto 7: uma cidade, com edifcios, casas e ruas arborizadas_`]
 Legenda: Centro de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, 1994.
<R->

  Eu sou o Ben. Eu e o meu irmo Pedro somos gmeos, mas eu sou o mais velho, pois nasci primeiro! Moramos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com nossa me e o tio Jos. Estamos na segunda srie.

<21>
<R+>
_`[Foto 8: uma marina (local onde os barcos ficam ancorados) com algumas embarcaes_`]
 Legenda: Salvador, capital da Bahia, 2002.
<R->

  Sou a Marina! Moro com a minha me no bairro Rio Vermelho, em Salvador. Gosto muito de ler, ver filmes, ir  praia. Adoro msica, danar e cantar. Estou na segunda srie.

<22>
<P>
<R+>
_`[Foto 9: uma avenida larga e alguns edifcios_`]
 Legenda: Braslia, Distrito Federal, 1996.
<R->

  Sou o Daniel. Moro em Braslia, a capital do nosso pas. Eu estou na quarta srie e adoro andar de *skate*.

<23>
Voc gostou de seus novos amigos?

<R+>
_`[Desenho mostrando todas as crianas que se apresentaram:  Carol, Bete, Zequinha, 
  Taguat-Mirim, Tico, Duda,
  Ben, Pedro e Marina_`]
<R->

Muitos modos de aprender

  Lembre-se do que foi dito antes da apresentao de seus novos amigos: eles so personagens criadas para acompanh-lo(a) em seu aprendizado de Histria.
  Por meio deles voc ficar sabendo de acontecimentos reais de diferentes pocas e lugares. Eles vo ajud-lo(a), dando dicas, contando histrias, fazendo de tudo para que voc consiga aprender bastante, como desejam os grandes amigos.
  Aprender a ler  muito importante para viver em nosso mundo e compreend-lo. Mas, se voc no souber ler bem, no faz mal! Voc descobrir que h vrias maneiras de "ler" o mundo. Podemos fazer isso a partir de uma histria contada por algum, de um filme, de uma msica, de uma imagem, de um objeto etc.

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Para voc, qual  a importncia das imagens para entendermos o mundo de hoje?
<P>
 2. O que podemos aprender ao observar uma foto, um desenho, uma pintura? Durante este ano, nas aulas de Histria, o seu (sua) professor(a) lhe mostrar muitas imagens para que voc possa observar e aprender. Um desenho, uma pintura, uma fotografia, atuais ou de outras pocas, podem fornecer muitas informaes.
<24>
 3. O que voc v nesta imagem?

_`[Aves brancas voam numa direo, aves negras voam na direo contrria_`]
 Legenda: Reproduo da xilogravura *Dia e noite*, de Maurits Escher, 1938.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
<R+>
  Responda oralmente:
 4. Num primeiro olhar, enxergamos uma determinada figura; mas, olhando atentamente, percebemos outras formas no desenho, no  mesmo? Que figuras chamaram mais a sua ateno?
<R->

  Podemos aprender bastante observando uma imagem, voc no acha? Mas precisamos estar atentos, pois os segredos que ela contm s se revelam aos poucos. Para isso precisamos observ-la com ateno, procurando entender o que ela retrata. Podemos fazer perguntas a essa imagem, pesquisar sobre ela, procurando descobrir quem a fez, quando, como e para quem fez.
  Ao observar e analisar cuidadosamente imagens e textos de nossa poca e de outras pocas, podemos obter informaes importantes que nem sempre conseguiramos em um primeiro olhar.
  Ao longo deste livro, ao exercitar bastante esse "modo de olhar", voc descobrir que podemos obter muitas informaes dos textos e imagens estudados e que, ao aprendermos, passamos a enxergar o mundo de outra forma. Podemos compreender melhor por que vivemos de um jeito e no de outro e, inclusive, transformar a nossa realidade.

<25>
<R+>
5. Agora, observe as imagens descritas a seguir e, depois, responda as questes propostas:

 _`[Pintura: trs mscaras_`]
 Legenda: Mscara indgena, em pintura de Jean Baptiste Debret, cerca de 1820-1830.
<P>
_`[Foto: dois homens, com mscaras de fibra vegetal cobrindo a cabea e o corpo_`]    
 Legenda: Indgenas Pankararu, em Porto Seguro (BA), no ano 2000, na Conferncia dos Povos e Organizaes Indgenas.

  Responda oralmente:
 a) Quais semelhanas existem entre as imagens?
 b) Quais diferenas?
<R->

  Nas cerimnias indgenas, as mscaras tm vrias funes: podem servir para assustar, divertir, tranqilizar, iniciar os adolescentes na vida adulta etc.
  Nas duas imagens que voc observou aparecem mscaras indgenas, mas as informaes que podemos obter dessas imagens so diferentes.
  Ao olharmos uma mscara indgena em um museu ou em uma pintura, como a da primeira imagem, no sabemos o significado que ela tem. Ao observarmos, na segunda imagem, as mscaras sendo usadas em um evento importante para os povos indgenas, podemos imaginar que elas tm uma funo para esse 
 povo.

<26>
<R+>
6. Vamos observar a descrio de mais duas imagens? Examine-as atentamente e preste ateno nas legendas:

 _`[Pintura 1: uma mulher, de tanga e busto nu, leva uma criana no colo e um cesto na cabea_`]
 Legenda: *Mulher Tupi*, do pintor holands Albert Ekhout, 1641.

_`[Pintura 2: uma mulher nua leva um p humano num cesto e segura a mo decepada de um adulto_`]  
 Legenda: *Mulher Tapuia*, de Albert Ekhout, 1641.
<P>
  Responda oralmente: 
 7. Agora, responda:
 a) Quem  o autor dessas imagens? 
 b) Elas so antigas ou foram produzidas na atualidade?
 c) O que essas imagens tm em comum?
 d) Segundo o autor dessas pinturas, a que povos pertencem as mulheres que ele retratou? 
 e) O que mais chamou sua ateno nessas imagens?

8. Folheie o seu livro de Histria e procure outras imagens indgenas. Compare-as com as imagens do pintor Albert Ekhout e discuta com seus colegas:
 a) H semelhanas entre elas? Quais?
 b) H diferenas? Quais?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<27>
  A cada novo captulo deste livro, voc ouvir histrias contadas por seu (sua) professor(a), vividas pelas personagens.
  Voc poder refletir sobre a histria de cada uma, discutir com os colegas de classe questes importantes propostas por essas personagens e fazer pesquisas para descobrir a sua prpria histria, a de amigos e familiares, de sua cidade e de seu pas.
  Enfim, voc descobrir que ao estudar o seu dia-a-dia, conhecendo alguns dos principais problemas que afetam muitas pessoas que vivem em nosso pas, podemos descobrir que esses problemas tm relaes com acontecimentos de ou-
 tras pocas. Desse modo, entendemos melhor o nosso tempo e podemos buscar solues para os nossos problemas. 
<P>
Eu tambm tenho uma histria 
  e um lugar

<28>
<R+>
1. Apresente-se aos seus novos amigos:
 Meu nome: '''''
 Eu nasci na cidade: '''''
 Eu moro: '''''
 Do que eu mais gosto: '''''
 Do que eu menos gosto: '''''
<R->

Pesquisando e aprendendo a 
  histria do meu nome

  No incio do livro, contei um pouquinho da minha histria e falei a respeito da origem do meu nome.

<R+>
1. Agora, tente descobrir a origem do seu nome. Pergunte aos seus familiares por que voc tem esse nome. Registre a informao que voc conseguiu.
<R->

  Todos os nomes tm uma origem, um significado e um porqu. Quando obtemos mais informaes sobre o nosso nome, tambm ficamos sabendo um pouco mais sobre a nossa prpria histria.

Para saber mais 

<R+>
 A *Cano da Amrica*, de Milton Nascimento e Fernando Brant, pode ser encontrada nos CDs *Sentinela* (1980), *Cano da Amrica* (1991), *O melhor de Milton Nascimento: Travessia* (1998), todos da Universal Music, e *Amigo* (1994), da gravadora WEA.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<29>
<P>
3- No custa nada... 

Cadeira de balano:

"Esta sala  minha!"

  Toda quarta-feira, depois da aula, vou com minha me at o Largo da Igreja de Sant'ana, que fica no bairro onde moro, o Rio Vermelho. L, comemos abar feito pelas baianas Regina e Dinha. No caminho, me lembrei do que aconteceu na escola.
  -- Me, hoje ns fizemos uma atividade muito legal: comeamos uma pesquisa sobre a histria dos bairros de Salvador. A professora Luciana levou recortes de jornais sobre alguns bairros da cidade e ns ficamos conhecendo a histria do Caixa d'gua e do Calabar.
  --  mesmo? E o que voc aprendeu de interessante?
  -- Aprendi que h muito tempo, quando ainda havia escravos na Bahia, muitos deles fugiam para o Calabar, porque eram maltratados por seus donos. Nesse lugar, eles fundaram um quilombo (**). Me, voc sabe o que  quilombo e por que esse que eles fundaram se chamou Calabar?
<30>
  -- Quilombo eu sei.  uma espcie de aldeia criada pelos escravos fugitivos. Eles se embrenhavam nas matas, em lugares difceis de se chegar, e, quando achavam que estavam seguros, procuravam reconstruir a vida que levavam na frica. Plantavam, faziam artesanato e vendiam (ou trocavam) s aldeias vizinhas o que produziam e que no era consumido no quilombo.
  -- Nossa, me! Ento, as pessoas que moravam nas aldeias vizinhas ao quilombo sabiam que ali havia escravos fugitivos?
  -- Sabiam, sim. O quilombo era interessante para muitos comerciantes porque eles ganhavam ao negociar com os escravos.
  -- Como assim, me?
  -- Os comerciantes forneciam armas e algumas ferramentas para os quilombolas (**), que em troca cediam alimentos para os comerciantes venderem.
  -- Que interessante, me! Vou anotar isso para contar aos meus amigos. Mas voc no sabe por que esse quilombo se chamava Calabar, no ?
  -- No sei, no. Por qu?
  -- A professora disse que h um lugar na frica com esse nome e que os primeiros escravos que fugiam para esse quilombo vieram de l.
  -- Muito interessante. Talvez seja por isso que os moradores atuais do bairro Calabar sejam to organizados e busquem melhorias para esse bairro, que tem tantos problemas.
<31>
  -- , pode ser. A professora Luciana disse que os moradores desse bairro so bem organizados mesmo e que fazem coisas muito bacanas. Disse tambm que eles criaram uma associao de moradores, um teatro de bairro e que, com a ajuda dos alunos da Universidade, eles realizam muitos projetos. Neste ano, ns vamos estudar tudo isso!
  -- Que bom, Marina. E sobre o bairro do Caixa d'gua, o que foi que voc aprendeu de interessante?
  -- Aprendi que l est o primeiro reservatrio de gua em alvenaria construdo no Brasil e que ele foi inaugurado por D. Pedro II em 1859!
  -- Que legal, Marina! Hoje sua aula de Histria foi muito interessante.
  -- Foi, sim! Ns montamos uns painis e vamos continuar a pesquisa. Fizemos uma baguna danada com os jornais e a professora pediu que eu e o Guilherme fssemos at a sala da Amanda pra pedir emprestadas uma vassoura e uma p pra limpar a sala de aula. A, sabe o que a Amanda disse?
  -- O qu?
  -- "Esta sala  minha! Vocs no podem pegar coisas daqui!" Da, o Guilherme falou: "Amanda, ns s estamos pegando a vassoura e a p emprestadas, depois ns vamos devolver."
  -- E voc, Marina, o que falou para a Amanda?
  -- Olha, me, como o Guilherme j tinha explicado e a Amanda tinha entendido, eu fiquei quieta, porque seno ia virar a maior gritaria!

<32>
Rota de viagem 

<R+>
_`[Foto da cidade de Salvador, mostrando o mar, edifcios, casas e algumas rvores_`]
 Legenda: Salvador (BA), 1998.
<R->

  Salvador  a capital do estado da Bahia. Essa cidade foi fundada em 1549. Foi capital da Colnia portuguesa na Amrica at 1763. Nela residia o gover-
<P>
 nador-geral de nossas terras, que hoje formam o Brasil.

<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Voc conhece Salvador? E outras cidades da Bahia?
 2. Qual  o nome da cidade onde voc mora? Como ela ?
 3. H alguma semelhana entre a cidade onde voc mora e Salvador? 
<R->

<33>
Brasil e Nigria no Mundo

<R+>
_`[Mapa-mndi mostrando a localizao do Brasil e da Nigria no mundo_`]
 Legenda: O Porto de Calabar fica na Nigria, no continente africano.

_`[Foto mostrando casas, edifcios e algumas rvores_`]
 Legenda: Bairro Calabar, em Salvador, na Bahia, 2000.
<R->
<P>
<R+>
  Responda oralmente:
 4. Releia a histria da Marina e responda:
 a) Como nasceu o bairro Calabar?
 b) Por que ele tem esse nome? 
<R->

<34>
Refletindo e produzindo
  com Marina

  A histria da Marina nos ensina algumas coisas importantes. Uma delas  que os lugares tm histrias que muitas vezes desconhecemos.
  Luciana, a professora da Marina, est desenvolvendo com seus alunos um projeto muito interessante, para que eles conheam um pouco da histria da cidade onde moram. A Marina parece estar empolgada com as descobertas que anda fazendo.
  Essa histria tambm nos ensina outra coisa importante, algo relacionado com atitudes. Vamos ver?
<P>
<R+>
  Responda por escrito:
 1. Quando Marina e Guilherme foram buscar a vassoura e a p na sala de Amanda, o que aconteceu?
 2. O que podemos aprender com a histria dessas trs crianas?
<R->

<35>
Ajudando a criar regras 
  de convivncia

  Toda vez que voc vai contar uma histria interessante, ensinar as regras de um jogo ou uma brincadeira nova a algum,  preciso organizar as informaes para que o outro as compreenda, no  mesmo?
  A pessoa a que voc est ensinando tambm presta bastante ateno para entender o que voc est explicando. Ela s vezes faz perguntas, caso no tenha entendido alguma regra ou explicao sobre o que voc est falando, certo?
  Dentro da sala de aula acontece o mesmo: para que possamos aprender com os outros e ensinar a eles coisas interessantes, precisamos ouvir e ser ouvidos.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  Saber ouvir, saber falar,    _
l  saber olhar, saber fazer.     _
l  H muito para aprender,      _
l  muitos caminhos a percorrer.  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
_`[Foto: sala de aula, com paredes de bambu e telhado de palha. Alguns alunos, de mos erguidas, esperam sua vez de falar_`]
 Legenda: Escola Municipal Renascer, na Fazenda Pompia, municpio de Colmia, estado de Tocantins, 1994.
<R->
<P>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. Pense em outro final para a histria que Marina contou. 
  Imagine que voc estava no lugar dela, que o Guilherme no conseguiu se explicar bem e, por isso, a Amanda no entendeu nada do que ele disse. Como voc agiria para resolver essa situao?
<R->

<36>
  A histria da Marina nos ensina como isso  importante. As trs crianas se preocupam com a limpeza e a organizao da sala de aula. A Amanda cuida dos objetos de sua sala, mas tambm sabe ouvir. O Guilherme, por sua vez, entendeu a preocupao da amiga e deu-lhe uma explicao. J a Marina no achou necessrio falar, pois percebeu que a situao estava esclarecida.
  As crianas se saram bem nesse caso, evitando uma situao de conflito, justamente porque souberam respeitar umas s outras. Cuidar do espao onde vivemos, onde estudamos, como fazem Marina, Guilherme e Amanda,  to importante como manter um bom relacionamento com nossos(as) amigos(as). Vamos aprender com essas crianas?

<R+>
  Responda por escrito:
 2. Escreva cinco regras importantes que voc acha que pode cumprir durante o ano escolar e cuidar para que seus amigos tambm cumpram.
<R->

<37>
Um pouco mais sobre a histria
  de regras e leis

  Todos os povos criaram e criam suas prprias regras e leis para poder viver em sociedade. Tambm elaboraram e ainda elaboram penalidades (**) para quem desobedecer a essas regras e leis.
  s vezes, as regras e leis concediam a um determinado grupo da sociedade muitos direitos e negavam a outros grupos direitos bsicos -- o que ainda acontece em alguns lugares. Isso significa que o grupo que tem o poder de deciso (**) cria regras, obrigando os demais grupos da sociedade a cumpri-las.
  Os atenienses, por exemplo, que viviam na cidade de Atenas, na Grcia, h mais ou menos dois mil e quinhentos anos, inventaram regras e leis para os cidados (**) governarem e serem governados. O governo com o conjunto dessas regras e leis ficou conhecido pelo nome de democracia (**).

A Grcia no mundo

<R+>
_`[Mapa-mndi mostrando os oceanos Pacfico, Atlntico e ndico, a localizao da Grcia e sua capital, Atenas_`]
<R->

<38>
  Na Atenas do tempo da democracia, somente os filhos do sexo masculino de cidados atenienses podiam, quando chegavam  idade adulta, opinar sobre decises importantes, como ir ou no  guerra, comercializar ou no com outras cidades, construir ou no um templo. Mas as mulheres atenienses, os estrangeiros -- mesmo morando durante muito tempo em 
 Atenas -- e os escravos no podiam decidir sobre nada disso. Eles apenas deviam cumprir as regras que no haviam ajudado a criar. Na sociedade ateniense de dois mil e quinhentos anos atrs, portanto, os grupos formados por mulheres, estrangeiros e escravos no tinham os mesmos direitos que os cidados atenienses do sexo masculino.

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc acha importante participar da criao de regras que voc ter de cumprir? Por qu? 
<R->
<39>
<P>
  Leia com seu (sua) professor(a):

<R+>
<F->
O que levarei na mochila?

Vou passear com meus amigos e amigas.
Preciso preparar minha bagagem:
levarei carinho e um abrao bem apertado,
pra Bete se sentir segura ao meu lado.

Vou viajar com meus amigos e amigas.
Terei cuidado no que vou dizer,
porque o Zeca, o Pedro e o 
  Ben,
assim como eu,
devem ser respeitados.

Serei educada, vou amar e ser amada.
Em minha mochila haver muita vontade
<P>
de construir amizade verdadeira,
daquela que se fortalece dia a dia
e cultivamos a vida inteira.

Vou passear com meus amigos.
Voc quer vir comigo?
Ento, prepare sua mochila.
Mas, antes, me diga:
-- O que voc vai levar?

Poema escrito pela autora.
<F+>
<R->

<40>
  Vamos fazer de conta que voc aceitou o convite feito por meio do poema que acabou de ler, ouvir e apreciar.
  Imagine que eu, autora do seu livro de Histria, voc, seu (sua) professor(a), sua turma da escola e as personagens do poema -- Bete, Pedro, Ben e Zequinha -- faremos, juntos, um passeio para visitar uma exposio de fotografias. Deveremos vestir roupas apropriadas para o clima, preparar um lanche, levar um caderninho e um lpis para anotar o que considerarmos interessante no passeio.
  Preste ateno no contedo da mochila descrito no poema. So coisas que no ocupam espao na bagagem, mas fazem uma grande falta quando nos esquecemos delas.

<R+>
2. Releia o poema e anote as "peas" que devemos levar em nosso passeio. Depois, escreva o nome de quatro "peas" que voc levaria em sua viagem para torn-la mais tranqila e agradvel.

  Responda por escrito:
 3. Voc se lembra da pergunta final do poema? Releia-a e escolha, com seus colegas, trs regras que vocs acham necessrias levar na mochila para fazer o passeio.

<41>
<P>
  Responda oralmente:
 4. Dentre as regras que vocs estabeleceram para o nosso passeio imaginrio, quais devem fazer parte tambm do convvio na sala de aula?
 5. E quais devem fazer parte do convvio no recreio?
 6. Que regras voc acha que podem ser acrescentadas para a convivncia na escola toda? 

  Responda por escrito:
 7. E em sua casa, existem regras de convvio estabelecidas? Converse com um colega a esse respeito. Depois, relacionem duas regras comuns que existem em suas casas.

  Responda oralmente: 
 8. Voc acha importante existirem regras de convvio em sua casa? Por qu?
 9. Onde mais voc acha que precisam existir regras de convivncia?
<R->

 possvel construir a paz?

  Voc consegue imaginar por que foi escolhida a expresso *No custa nada...* como ttulo deste captulo? 
   que acredito que as pequenas coisas que fazemos no dia-a-dia podem melhorar a vida de todas as pessoas.
  *No custa nada* ser gentil, ser educado(a) e dizer com freqncia "muito obrigado(a)", "por favor", "com licena". Essas palavrinhas mgicas podem fazer a diferena, voc no acha?

<42>
  Agora, feche os olhos e imagine um mundo em que essas palavrinhas mgicas e o respeito entre as pessoas sejam praticados por todos.
  Acredite que voc pode e deve construir esse mundo e que as suas boas atitudes podem mudar muitas coisas.
  Escreva algumas das "palavrinhas mgicas".

Para saber mais 

<R+>
 *A gente e as outras gentes*, de Edy Lima e Maringela Haddad. So Paulo: Scipione, 1995. (Opinies irreve-
  rentes).
 "*E eu com isso?!" -- aprendendo sobre respeito*, de Brian Moses e Mike Gordon. So Paulo: Scipione, 1999. (Valores).
 *O que fazer? -- falando de convivncia*, de Liliana Iacocca e Michele Iacocca. So Paulo: tica, 1998. (P no cho).
 *Os gregos*, de Judith Crosher. So Paulo: Melhoramentos, 1996. (Povos do passado).
<R->

               oooooooooooo

<43>
<P>
Unidade 2

Somos todos semelhantes, somos 
  todos diferentes

<R+>
_`[Quatro fotos: as runas do Coliseu, em Roma; a cabea da Esfinge, no Cairo; pinturas em rocha, no estado do Piau; um carro conversvel, de 1902. Ao lado de cada foto, o desenho de uma criana, perguntando: Quem? Por qu? Quando? Como?_`]
<R->

<R+>
Tem tempo que o tempo parece que voa
 Tem outro que o tempo como que fica  toa
 Tem gente que escreve carta de amor,
 Tem outras que cantam hinos de louvor 
 Tem famlia bem grande, tem famlia pequenininha,
 Mas o que  que todo mundo tem?
 Um pensamento que voa alto
 pra encontrar outro algum.
<R->

<44>
1- Quem sou?

Cadeira de balano:

Fotografando a alma

  No final da aula, a professora do Zequinha escreveu no quadro-de-giz:
  Desafio para o lar: escreva um poema sobre os seus sentimentos, que mostre o que voc est sentido, como se voc tivesse tirado um retrato de sua alma.
  Zequinha chegou em casa, almoou um apetitoso moqueado e tirou uma soneca.
  Quando acordou, foi separar as bolinhas de argila para seu pai fazer os canecos de cermica. Depois, Zequinha pegou seu caderno e o lpis e foi para a beira do rio Pacuri.
  Zequinha gosta de ficar sentado ali, pensando na vida e admirando o pr-do-sol. Desta vez ficou pensando no desafio que a professora props e comeou a escrever o seu poema.
<45>
  No dia seguinte, durante a aula, Zequinha leu o poema na sala:

<R+>
<F->
Eu sou assim

s vezes sou borboleta,
linda, brilhante, colorida.
Outras vezes viro lesma
cor de burro quando foge,
arrastando-me, nada atrevida.

(Assim que leu os primeiros versos, seus amigos comearam a rir. Zequinha ficou sem graa, quase parou de ler, mas resolveu ir at o fim:)

s vezes sou gara,
voando alto, to alto
que alcano o azul do cu.
Outras vezes no consigo
tocar a ponta de meu p.

Tem dia que choro dilvios,
em outros rio pra concurso.
<P>
Uma hora sou lua de lata,
numa outra sol de pirata.
Sou estrela rodopiando no ar.

Sou planeta. Brinquedo
que no quer parar.
Sou segredo que tem dentro
um mistrio com meio
comeo sem fim.

Eu sou assim:
no h no mundo 
nenhuma criatura
igualzinha a mim.
Sou criana,
feito peixinho descobrindo o rio...
<F+>
<R->

<46>
  Quando terminou, seus amigos fizeram um grande silncio e depois comearam a bater palmas. 
  Na hora do recreio, Rodrigo, seu melhor amigo, explicou:
  -- A gente deu risada porque voc disse que era borboleta, e borboleta  coisa de menina!
  Zequinha respondeu:
  -- Borboleta  bicho que voa, tem borboleta menina e tem borboleta menino!
  Rodrigo ficou surpreso e disse:
  -- Voc foi corajoso. Se eu fosse voc, no conseguiria mais ler naquela hora em que a turma riu. Eu viraria lesma e sairia de fininho, rastejando... Zequinha sorriu e respondeu ao seu amigo:
  --  que hoje  meu dia de borboleta!

Rota de viagem

<R+>
_`[Foto de uma praa gramada, com uma igreja_`]
 Legenda: Igreja da Matriz, Icoaraci, 1999.
<R->

  Icoaraci  um distrito da cidade de Belm, que fica no estado do Par, na regio Norte do Brasil.
<P>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. O bairro em que voc mora apresenta algo em comum com 
  Icoaraci? 
<R->

  O moqueado  um prato muito saboroso, tpico da regio Norte do pas.

<47>
<R+>
2. Voc j experimentou um moqueado? Voc sabe do que ele  feito? Sabe como  o seu preparo e que outros pratos o acompanham? 

_`[Fotos mostrando dois vasos: cermica marac e tapajnica_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
 3. Voc j viu objetos como esses? 
 4. Do que voc acha que eles so feitos? 
<R->

<48>
<P>
<R+>
  Responda oralmente: 
 5. Que atividades esto sendo realizadas nas duas primeiras imagens?

 _`[Fotos mostrando etapas da produo de cermica_`]
 Legenda: O estilo dessa cermica  conhecido como marajoara.

 _`[Foto de um menino aprendendo a trabalhar com cermica_`]
 Legenda: Em Icoaraci, muitas crianas ajudam seus pais na produo da cermica.

6. Observando a ltima imagem, diga que tipo de ajuda as crianas prestam a seus pais para a produo da cermica.
<P>
 7. Voc ajuda seus pais em alguma atividade? Se voc respondeu sim, que tipo de ajuda presta a eles?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<49>
Refletindo e produzindo com 
  Zequinha

<R+>
  Responda oralmente: 
 1. O que voc achou do poema que o Zequinha fez?
 2. Voc acha que "borboleta  coisa de menina"? Por qu?

3. Com base na histria de Zequinha, responda:
 a) Em que perodo do dia ele estuda?
 b) Voc estuda no mesmo perodo que Zequinha? Conte aos colegas como  o seu dia.
<P>
4. Cada dia Zequinha  de um jeito. E voc, como ?

5. Agora, escreva seu nome e descreva como voc .
 Meu nome : '''''
 Eu sou assim: '''''
<R->

<50>
Coisa de menino, coisa de menina?

  Brincar de casinha, fazer carinho no ursinho de pelcia, jogar pelada. Quem disse que essas brincadeiras no so minhas?

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc brinca bastante? Quais so as suas brincadeiras preferidas?

  Responda por escrito:
 2. Voc acha que existem brincadeiras s para meninos e brincadeiras s para meninas? Por qu?
<P>
  Responda oralmente:
 3. E quanto s cores: ser que h alguma que no pode ser usada por meninos? E por meninas? Por qu? 
<R->

Para saber mais

<R+>
 *Crianas como voc -- uma emocionante celebrao da infncia no mundo*, de Barnabas e 
  Anabel Kindersley. So 
  Paulo: tica, 2000.
 *Elmer, o elefante xadrez*, de David McKee. 
  So Paulo: Martins Fontes, 1993.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<51>
<P>
2- Feliz aniversrio! 

Cadeira de balano:

Hoje  dia de festa na casa
  de Daniel

  Daniel adora andar de *skate*. 
  As quadras residenciais onde mora em Braslia, cheias de reas verdes, parques e muito espao, e a quase ausncia de automveis oferecem a segurana necessria de lugares perfeitos para se viver e brincar, sobretudo de *skate*. Para Daniel, parece que essa cidade foi feita especialmente para crianas e *skates*.
  Mas, hoje, o *skate* de Daniel ficar guardado:  seu aniversrio. Daniel levantou-se bem cedo, ps a sua quip, que  uma espcie de bon preso  cabea com um grampo, e j est pronto para ir rezar, com o pai, na sinagoga. Esse  o nome do templo de seu povo.
  H apenas uma sinagoga em Braslia, pois a comunidade judaica nessa cidade  bem pequena. Daniel  um menino judeu. Como a maioria dos homens dessa religio, ele usa a quip em dias especiais ou quando vai  sinagoga.
<52>
  Ao retornar da sinagoga, a me de Daniel percebeu sua agitao. Daniel estava ansioso pela chegada da noite.
  -- Pensando em sua festa? -- perguntou Ester, sua me.
  -- Ser que tudo est pronto? -- retrucou o garoto.
  -- Daniel,  a sua festa de aniversrio! Claro que est tudo pronto! Por que voc est to ansioso?
  --  que eu no vejo a hora de chegar a noite, me! Ser que meus amigos da escola viro?
  -- Voc est preocupado com a presena de seus amigos ou com os presentes que eles vo trazer?
  -- Os dois. Como  que vo trazer presentes se no vierem?
  -- Daniel, aniversrio  muito mais do que fazer uma festa e ganhar presentes. Voc no toma jeito, menino! Mas, com o tempo, voc descobrir por si mesmo. E, antes que voc grude no telefone, rapazinho, vou lhe entregar um presente muito especial.
  -- Oba!  aquele *skate* que eu pedi?
  -- No, Daniel, no .  um presente deixado por algum que gostava muito de voc e que desejava que voc se preparasse para o seu *bar mitzvah*.
  -- Mas, me! Meu *bar mitzvah*  s daqui a trs anos...
  -- Eu sei, filho, e seu av tambm sabia. Pegue o presente, Daniel, pois tenho certeza de que voc vai gostar.  
<53>
  Daniel no estava muito convencido. Mas me  me e presente  presente. Desembrulhou o pacote e encontrou um livro e uma carta de seu av:
<P>
  A carta, escrita em hebraico, trazia a seguinte mensagem:

Querido Daniel,

  Pode ser que ao ler esta cartinha eu no esteja mais aqui. Ando pensando muito em voc. Voc  um pedao de mim, assim como fui pedaos de meus antepassados (**). Cresci aprendendo que em todas as cerimnias religiosas os homens deviam usar a quip, mas vejo que muitos judeus no a usam mais. No sei dizer por que as coisas esto mudando... Ser que meus descendentes esto perdendo a f?
  Queria lhe explicar o que  ser judeu. Mas como fazer isso se nem mesmo eu sei todas as respostas? Eu teria de lhe falar de quase seis mil anos de histria, da minha f em um nico deus, da espera do Messias para libertar os judeus, da diferena e da proximidade entre cristos e judeus, da guerra, da dor, do preconceito... Mas nada seria suficiente. Ento, Daniel, vou lhe falar de um ritual importante de nosso povo: o bar mitzvah.
  Lembre-se, meu querido netinho, o bar mitzvah  uma data muito especial. Todo jovem judeu se transforma nesse dia, pois  o momento em que ele entra para sempre na comunidade judaica.
  Seu velho av pouco sabe, mas tem um ltimo conselho: se voc quiser seguir a nossa religio, que o faa com toda a responsabilidade e sabedoria.

Shalom, amo voc, 

Iosif

<54>
  Daniel ficou emocionado. Lembrou-se do av, sentiu tanta saudade daquele homem bom, to religioso e que havia sofrido muito na vida. Abriu com carinho o livro que ganhou e encontrou uma dedicatria em hebraico, cuja mensagem era:

<F->
O tempo no pra

Os segundos viram minutos,
que viram horas,
que viram dias.

Os dias viram semanas,
que viram meses,
que viram anos.

E ns?
Nascemos bebs,
viramos crianas,
viramos jovens.

Crescemos,
viramos adultos.
Envelhecemos,
viramos sabedoria...

A cada dia,
viramos gente
e tudo comea novamente.
<F+>

  O av havia escrito um poema para ele. Daniel ficou surpreso, leu e releu a dedicatria. Pensou no av, no tempo, na vida, na morte e, de alguma maneira, entendeu que fazia parte de uma grande histria. Depois, pegou o livro que contava a histria do bar mitzvah e comeou a ler. De repente, o tempo, que demorava a passar, voou como pssaro! O relgio cuco, to antigo como o vov Iosif, cantou sete vezes e sua me estava chamando:
  -- Daniel, venha! Seus amigos esto chegando.  hora de sua festa!

<55>
Rota de viagem

<R+>
_`[Foto: uma avenida, com edifcios, casas, e sem vegetao_`]
 Legenda: Braslia  a capital do Brasil. Ela est localizada no Distrito Federal.
<P>
  Responda oralmente: 
 1. Voc sabe h quantos anos a capital do nosso pas  Braslia?
 2. A sua cidade  parecida com a descrio da fotografia de Braslia? 
<R->

  A cidade de Braslia foi inaugurada em 1960. Ela foi totalmente planejada: as avenidas, os prdios pblicos e residenciais, seus parques e reas de lazer, tudo foi projetado para abrigar a capital do pas.

<56>
<R+>
 _`[Foto: dois meninos, usando a quip e segurando o rolo da Tor, com o texto da lei judaica_`]
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  A foto registra uma festa judaica: *bar mitzvah*. Trata-se de uma cerimnia religiosa do povo judeu reservada aos meninos, quando fazem 13 anos. Essa cerimnia  realizada geralmente no sbado. Na ocasio, os meninos se tornam *bar mitzvah*, ou seja, comeam a ser responsveis pelos prprios atos e devem cumprir e obedecer s leis da religio judaica tal como um adulto. Na lngua hebraica, *bar* significa "filho" e *mitzvah*, "mandamento".

<R+>
  Responda oralmente: 
 3. Voc j conhecia essa cerimnia religiosa? Ser que os judeus tambm reservam uma cerimnia parecida para as meninas? 
 4. E na sua comunidade, os meninos e as meninas vivenciam alguma cerimnia religiosa quando atingem uma certa idade? Voc j passou por alguma? 
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Refletindo e produzindo 
  com Daniel

  Na histria, Daniel sente a passagem do tempo de diferentes maneiras: enquanto aguardava a festa de seu aniversrio, o tempo estava demorando para passar, mas, depois, enquanto lia as mensagens do av, o tempo pareceu voar.
  E para voc, o tempo passa rpido ou lentamente?

<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Pensando em seu dia, responda: 
 a) Quando  que o tempo passa depressa demais para voc?
 b) Em que situaes voc considera que o tempo demora para passar?

 2. Como voc imagina que foi a festa de Daniel? Converse com seus amigos e suas amigas de classe. 
 3. Voc gosta de festas de aniversrio? Por qu? 
 4. Em cada aniversrio comemoramos um momento muito especial, que  o dia do nosso nascimento. Voc sabe o horrio, o dia, o ms e o ano em que voc nasceu? E o dia da semana? 
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Meu primeiro documento

  Voc j viu uma Certido de nascimento? Veja a seguir a Certido de nascimento de uma criana que nasceu no dia 15 de fevereiro de 1996. Preste ateno nos dados que esse documento fornece:

Repblica Federativa do Brasil
  Certido de Nascimento
    
  Certifico, que no Livro do Registro de Nascimento, A-083, s Fls. 237 sob nmero 41476 est registrado o assento de Marina Carneiro Oliveira Nogueira de Castro Monteiro, do sexo feminino, nascida no Hospital Universitrio, nesta Capital, no dia quinze de fevereiro de mil novecentos e noventa e seis (15/02/1996),  uma hora e doze minutos, filha de Marcelo Nogueira de Castro Monteiro, natural desta Capital e de Maria da Conceio Carneiro Oliveira, natural deste Estado.
  So avs paternos: Manoel de Castro Monteiro e Yeda Nogueira de Castro Monteiro.
  So avs maternos: Carlos Caetano de Oliveira e Terezinha de Jesus Carneiro de Oliveira. 
  Foi declarante a me da registrada. 
  Registro feito em 06 de maro de 1996.
  Observaes: nada mais ////.
  O referido  verdade e dou f.
  So Paulo, (39 Subdistrito), 20 de agosto de 2001  
  Meire do Carmo Monteiro de Brito -- Substituta 
<P>
<R+>
  Responda por escrito: 
 1. Qual  o nome dessa criana?
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 2. Complete a ficha com outros dados que o documento fornece sobre o nascimento da menina.
 Sexo: '''''
 Local de nascimento: '''''
 Dia do ms: '''''
 Ms: '''''
 Ano: '''''
 Hora e minuto: '''''
 Nome e sobrenome da me: '''''
 Nome e sobrenome do pai: '''''
 Nome dos avs maternos: '''''
 Nome dos avs paternos: '''''

3. Verificando a Certido de nascimento da menina, voc conseguiu descobrir em que dia da semana ela nasceu?
<R->

<60>
  Para descobrir em que dia da semana ocorreu o nosso nascimento, basta consultar os calendrios do ano em que nascemos.
  Verificando o calendrio a seguir, por exemplo, que  de fevereiro de 1996, podemos descobrir que Marina nasceu numa '''''

<F->
Fevereiro
dm sg t qr qn sx sb
-- -- -- -- 1 2 3 
4 5 6 7 8 9 aj 
aa ab ac ad ae af ag 
ah ai bj ba bb bc bd 
be bf bg bh bi 
<F+>

<R+>
  Resposta escrita: 
 4. Agora, examine a sua Certido de nascimento e descubra em que dia, ms e ano voc nasceu.
 5. Marque no relgio ao lado o horrio em que voc veio ao mundo.
<R->

Os marcos da minha histria

  Voc se lembra da histria do Daniel? Em 2003 ele fez 10 anos. Muita coisa aconteceu na vida dele desde que nasceu. Veja a seguir como ele faria se tivesse de organizar os fatos mais importantes que marcaram a vida dele.
<61>
1993
  Em maio de 1993, eu nasci, em Israel.

1996
  Em 1996 meus cabelos foram raspados pela primeira vez. Ficaram apenas dois cachos laterais.

1998
  No incio de 1998, eu entrei na escola religiosa para as crianas judias. Nesse dia houve uma festa com muitos doces e bolo de mel. 
  No mesmo ano, minha famlia se mudou para Braslia.

2001
  Em 2001 eu j era um grande "skatista". 

2002
  No final de 2002, meu av 
 Iosif morreu.

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<R+>
1. E quanto a voc? Quais so os acontecimentos mais marcantes da sua vida? Responda as questes a seguir, com a ajuda de seus familiares:
 a) Quando e onde voc nasceu?
 b) Quando surgiu seu primeiro dente? E quando caiu o primeiro?
 c) Quando voc comeou a andar?
 d) Qual foi a primeira palavra que voc disse? Quando aconteceu isso?
 e) Quando voc ficou doente pela primeira vez? Que doena voc teve?
 f) Qual era o seu brinquedo mais querido? Quando voc ganhou esse brinquedo?
 g) Quando voc sentiu medo pela primeira vez? Do que voc teve medo?
 h) Qual  a sua lembrana mais antiga?
 i) No ano em que voc nasceu, o que estava acontecendo na sua cidade, no Brasil e no mundo?
<R->

  Nossa! Voc deve estar pensando: Quantas perguntas! Eu no sei responder todas elas!." E voc tem toda a razo. Algumas respostas voc poder conseguir examinando a sua Certido de nascimento, mas outras no esto escritas nesse documento. Elas fazem parte da sua memria e da de seus familiares.
  Voc tambm deve estar curioso para descobrir mais coisas sobre voc, no est? Afinal, quando pensamos a nosso respeito, nos conhecemos mais e melhor. Descobrimos que temos coisas parecidas com as de nossos amigos, mas que tambm temos diferenas. Quando nos conhecemos bem, podemos sentir o mesmo que Daniel sentiu no dia de seu aniversrio: que fazemos parte de uma grande histria.

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Minha linha do tempo

  Quando organizamos no tempo os fatos mais importantes da nossa vida, estamos construindo a nossa linha do tempo. 
  Vamos construir a sua linha do tempo?

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1. Escolha uma pessoa que conhea voc muito bem para ajud-lo a organizar os acontecimentos mais significativos da sua vida, desde o seu nascimento at o momento. Baseie-se nas perguntas do exerccio anterior e pergunte a ela tudo o que voc no souber a seu respeito. Fique atento a algumas perguntas da lista que s podero ser respondidas por voc. A pessoa que voc escolher no poder, por exemplo, responder qual  a sua lembrana mais antiga, voc no acha?
 2. Anote todas as respostas. Se quiser, voc pode fazer outras perguntas a seu respeito, mas lembre-se sempre de anotar as datas em que tudo aconteceu.
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 3. Com base nas respostas anotadas, organize os acontecimentos mais significativos de sua vida numa tabela (veja o modelo a seguir). Comece pelo ano em que voc nasceu at chegar naquele em que estamos.

4. Construa a sua linha do tempo com os dados que voc organizou na tabela. Voc pode seguir como modelo a linha do tempo de Daniel, que apareceu na 
  pgina 71.
 Fato: Meu nascimento. 
 Data: 19...
 Fato: .....  Data: .....
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Para saber mais 

<R+>
*Crianas como voc -- uma emocionante celebrao da infncia no mundo*, de Barnabas e Anabel Kindersley. So Paulo: tica, 2000.
<P>
 *Grimble*, de Clement Freud. Rio de Janeiro: Editora de Orientao Cultural, 1968.
 *Hebreus -- histria de um povo para crianas de todas as idades*, de Leon Fredja 
  Szklarowsky. So Paulo: 
  Elevao, 2000.
<R->

<65>
Linha do tempo de: .....

19'''
   Meu nascimento.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte
